{"id":45463,"date":"1977-01-12T12:00:00","date_gmt":"1977-01-12T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/palabras-de-los-papas\/audiencia-geral-de-12-1-1977\/"},"modified":"1977-01-12T12:00:00","modified_gmt":"1977-01-12T11:00:00","slug":"audiencia-geral-de-12-1-1977","status":"publish","type":"pontifices","link":"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/pt-pt\/palavras-dos-papas\/s-paulo-vi\/audiencia-geral-de-12-1-1977\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia geral de 12-1-1977"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"> Audi\u00eancia geral de 12 de janeiro de 1977 <\/h1>\n\n\n\n<div style=\"--nck-hueco:20px;height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">S. Paulo VI<\/h4>\n\n\n\n<div style=\"--nck-hueco:20px;height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Durante a audi\u00eancia geral de quarta-feira, 12 de janeiro, o Santo Padre Paulo VI proferiu o seguinte discurso:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abSaudamos-vos a todos <em>\u201cin nomine Domini\u201d\u00bb<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de a \u00e9poca do ano, em que estamos\nem pleno inverno, n\u00e3o ser prop\u00edcia a peregrina\u00e7\u00f5es, \nexcurs\u00f5es, visitas e reuni\u00f5es, sentimo-nos, no entanto, felizes por \npoder cumprimentar mais uma vez nesta sala, que se v\u00ea honrada com a \npresen\u00e7a t\u00e3o numerosa de visitantes que agora iremos mencionar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saibam que vos saudamos a todos \nsinceramente, com a consci\u00eancia de sermos portadores e transmissores de \numa b\u00ean\u00e7\u00e3o que nos transcende, ou seja, de sermos representantes e \nministros de uma gra\u00e7a do Senhor, que gostar\u00edamos de comunicar a todos; e \ncomunic\u00e1-la, precisamente, com o sentido dessa uni\u00e3o, dessa caridade, \ndessa fus\u00e3o do esp\u00edrito e dessa unidade, que nos distingue pela \nnossa f\u00e9 e pela sorte que todos temos de pertencer ao Corpo \nm\u00edstico de Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A todos, portanto, a nossa sauda\u00e7\u00e3o e a nossa \nb\u00ean\u00e7\u00e3o. Acompanharemos, depois, com as nossas ora\u00e7\u00f5es e com a \nmem\u00f3ria espiritual, o momento que nos proporcionais, ao visitarem-nos, na\n alegria de estarmos juntos e de estarmos com Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com grande satisfa\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o da \nnossa parte, temos aqui um grupo especial de bispos, a quem \nsaudaremos, para n\u00e3o prolongarmos demasiado esta introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Nossa \nAudi\u00eancia, mais tarde, \u00e0 parte, na sala cont\u00edgua\u2026 Mas, para que \nsaibam, pelo menos, a origem destes bispos e a import\u00e2ncia \ndestes nossos irm\u00e3os no episcopado, que temos a honra de ter \nhoje connosco, leremos, tal como nos foi sugerido, a sua proveni\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Temos dois bispos do M\u00e9xico; temos \num bispo de El Salvador, da Guatemala, das Honduras e da Rep\u00fablica \nDominicana; al\u00e9m de dois bispos do Brasil, do Equador, do Peru e \nUruguai e das Filipinas; temos um bispo da Inglaterra, um de Espanha, \num de Portugal e mais alguns de It\u00e1lia, que s\u00e3o: o arcebispo de \nRossano, o bispo de Sarzana e Burgnato, o de Macerata e Tolentino, o\nde Fabriano, o de Rieti, o de T\u00e9rano, o de Crotone e, finalmente, o\nde Piazza Armerina.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"318\" src=\"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-1977.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-962\" srcset=\"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-1977.jpg 400w, https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-1977-300x239.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reparem que se trata de uma Audi\u00eancia, que tem \nverdadeiramente um car\u00e1cter cat\u00f3lico; est\u00e1vamos prestes a dizer ecum\u00e9nico, mas \ncat\u00f3lico significa ainda mais, porque \u00e9 uma perfei\u00e7\u00e3o j\u00e1 alcan\u00e7ada e \nconsumada e, por isso, saudamos todos estes irm\u00e3os, procurando \nler no seu cora\u00e7\u00e3o o motivo da sua vinda e corresponder, com toda a \nnossa simpatia e tamb\u00e9m com o nosso incentivo, a este seu gesto, t\u00e3o \nsignificativo do seu mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acompanham o grande grupo, que em breve \nvamos mencionar e para o qual reserv\u00e1mos a pequena alocu\u00e7\u00e3o que \ncostumamos proferir nas Audi\u00eancias Gerais. Repito. Saudamos todos estes\n bispos e, quase diria, abra\u00e7amo-los; t\u00e3o unidos estamos, pela sua \npresen\u00e7a, em prestar homenagem \u00e0 nossa Santa Igreja, em honrar\n Jesus Cristo, no anseio apost\u00f3lico de chegar \u00e0s almas, \ntal como elas s\u00e3o hoje no mundo, e na esperan\u00e7a comum, que perdura no \ntempo e transcende o tempo, para a escatologia final do \nencontro vis\u00edvel e pleno com o nosso Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A eles, portanto, o nosso reverente \nagradecimento pela sua participa\u00e7\u00e3o nesta Audi\u00eancia, bem como a nossa sauda\u00e7\u00e3o\n e b\u00ean\u00e7\u00e3o, que pretendem chegar tamb\u00e9m \u2014 levem-nas, pois, car\u00edssimos \nirm\u00e3os no episcopado \u2014 \u00e0s vossas respetivas dioceses. Sabemos, de \nverdade, que a ora\u00e7\u00e3o, os votos de felicidade e a esperan\u00e7a comum em Cristo \nacompanham estes nossos desejos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, pois, saudamos, antes de mais, o \ngrande grupo que constitui a parte principal desta Audi\u00eancia. Falaremos \nconvosco mais tarde. S\u00e3o p\u00e1rocos e mission\u00e1rios leigos das \ncomunidades neocatecumenais. V\u00eam de v\u00e1rios pa\u00edses e, como podem ver,\n formam uma comunidade muito diversificada: sacerdotes, religiosos, leigos, \netc. Damos a todos as boas-vindas de cora\u00e7\u00e3o. Depois, diremos algumas \npalavras sobre esta ocasi\u00e3o e sobre o objetivo que os re\u00fane e os leva a \nprofessar a sua f\u00e9 na Igreja e, finalmente, dar-lhes-emos a nossa \nb\u00ean\u00e7\u00e3o especial. Repetimos: Comunidades Neocatecumenais de \nv\u00e1rios continentes e pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saudamos-vos agora, oferecendo-vos este \npequeno presente, por assim dizer, que costumamos oferecer na nossa Audi\u00eancia \nGeral, ou seja, uma palavra; uma palavra que gostaria de ser, posteriormente, \nobjeto de medita\u00e7\u00e3o, de reflex\u00e3o ou, pelo menos, uma prova da \nnossa simpatia para com quem a ouve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a nesta Audi\u00eancia de um \ngrupo t\u00e3o not\u00e1vel pelo seu n\u00famero \u2014 sois praticamente s\u00f3 voc\u00eas \u2014 e pela \ndignidade dos participantes \u2014 os vossos dirigentes e, sobretudo, o \ngrupo de bispos que trouxestes convosco \u2014 pertencentes \u00e0s \nComunidades neocatecumenais, oferece-nos a oportunidade de chamar a \naten\u00e7\u00e3o dos nossos visitantes e de todos aqueles que ouvem esta nossa \npalavra familiar, por enquanto, sobre dois acontecimentos da Igreja\n cat\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro foi o S\u00ednodo do Episcopado de 1974, h\u00e1 tr\u00eas anos, que teve ent\u00e3o como tema <em>\u00abA Evangeliza\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>;\n a evangeliza\u00e7\u00e3o no nosso tempo: como agir hoje para divulgar o \nEvangelho. Este foi o tema do S\u00ednodo de 74, que serviu de base \u00e0 nossa\nposterior Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>\u00abEvangelii Nuntiandi\u00bb<\/em>, que \nfoi publicada a 8 de dezembro de 75. Se tiv\u00e9ssemos a pretens\u00e3o de \nfazer propaganda dos nossos documentos, quase que o recomendar\u00edamos. \nPorqu\u00ea? Porque \u00e9 t\u00e3o denso, t\u00e3o influenciado por tudo o que os\n bispos disseram no S\u00ednodo \u2013 procurou interpretar, recolher e ordenar todas as \nsuas ideias, tornando a sua linguagem acess\u00edvel, o mais simples poss\u00edvel, mas, \nao mesmo tempo, o mais importante e claro poss\u00edvel \u2013, o que nos leva, \nrepito, a recomend\u00e1-lo especialmente a v\u00f3s, que quereis ser os <em>\u00abNeocatecumenais\u00bb<\/em>,\n ou seja, que quereis instruir e evangelizar aquela grande multid\u00e3o de \npovos que conseguis atrair. Creio que prestariam um bom servi\u00e7o, tanto a \nv\u00f3s pr\u00f3prios como aos vossos seguidores e disc\u00edpulos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo acontecimento ainda est\u00e1 por vir, \npois ter\u00e1 lugar este ano, com in\u00edcio a 30 de setembro: o \npr\u00f3ximo S\u00ednodo Episcopal. Teremos aqui cerca de duzentos bispos, \nprovenientes de todas as partes do mundo, nomeados pelas respetivas\n Confer\u00eancias Episcopais. Qual ser\u00e1 o tema? Mais uma vez, o tema da \nevangeliza\u00e7\u00e3o, sob outro aspeto, que \u00e9 o da catequese, ou seja,\ncomo ensinar a religi\u00e3o, especialmente \u00e0s crian\u00e7as, aos \nadolescentes, aos jovens e tamb\u00e9m aos adultos, neste \nmomento da nossa civiliza\u00e7\u00e3o; como nos tornarmos mestres de \ncatequese. Foram os bispos que escolheram este tema. Vamos retom\u00e1-lo \ne desenvolv\u00ea-lo. Isto para vos dizer que voc\u00eas, \ncatecumenais, est\u00e3o na vanguarda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto demonstra at\u00e9 que ponto a \nconsci\u00eancia da miss\u00e3o fundamental da Igreja, que \u00e9 a de difundir\n a mensagem evang\u00e9lica, segundo o \u00faltimo mandato de Jesus, no final da \nsua presen\u00e7a vis\u00edvel na terra \u2014 quais foram as suas palavras? \u00abIde e\npregai!\u00bb, <em>\u00abIde e ensinai todas as na\u00e7\u00f5es\u00bb <\/em>\u2014 esta \nconsci\u00eancia, repito, est\u00e1 vigilante e ativa na nossa Igreja de hoje.\n Quantas vezes, ao examinar o passado, que marcou os\nper\u00edodos da hist\u00f3ria da Igreja, se diz: <em>\u00abMas, com o que \u00e9 que eles se ocupavam?\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Havia guerra entre certos Estados, ou \nbem, havia as famosas quest\u00f5es dogm\u00e1ticas, etc., que interessavam, sim e\n n\u00e3o, \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica e ao apostolado pastoral. A Igreja voltou\nnovamente \u00e0s suas fun\u00e7\u00f5es e aos seus deveres pastorais. E o primeiro dever \npastoral \u00e9 o de anunciar o Evangelho, de ir ao encontro do mundo e \ndizer: <em>\u00abOlha, trago-te a mensagem\u00bb<\/em>; a mensagem que os anjos trouxeram \u00e0 Terra: <em>\u00abGl\u00f3ria a Deus e paz na Terra\u00bb<\/em>; e depois a mensagem de Cristo de anunciar o Evangelho, ou seja, a boa nova que Jesus Cristo nos ensinou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta consci\u00eancia, repito, est\u00e1 vigilante e\nativa na Igreja de hoje e compromete-a totalmente. Isto \u00e9 algo \nmaravilhoso: ministros, ou seja, bispos, sacerdotes, religiosos, \nreligiosas, etc. E os fi\u00e9is, os pr\u00f3prios fi\u00e9is, transformam-se na voz que \ndeve divulgar esta mensagem; a mensagem do an\u00fancio evang\u00e9lico que hoje, \ncomo nunca, merece ser anunciada por duas raz\u00f5es, que parecem \ncontradit\u00f3rias. Primeiro: devemos anunci\u00e1-lo porque o mundo de hoje est\u00e1\nsurdo e \u00e9 necess\u00e1rio elevar a voz, \u00e9 necess\u00e1rio encontrar a maneira de\nnos fazermos entender, \u00e9 necess\u00e1rio insistir, \u00e9 necess\u00e1rio convocar todos para\numa nova escola, etc. A dificuldade torna-se um desafio, torna-se \num est\u00edmulo, que nos incita a transformarmo-nos em mestres do nosso \ncatecismo, ou seja, da Verdade do Evangelho, que h\u00e1 que anunciar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda raz\u00e3o \u00e9 precisamente o \noposto da primeira. Quem sabe ver, quem sabe ler no cora\u00e7\u00e3o das \nmassas, no cora\u00e7\u00e3o do mundo, observa que, no fundo, existe um \ndescontentamento, uma inquieta\u00e7\u00e3o, uma necessidade de uma palavra verdadeira, de \numa palavra boa, de uma palavra que indique o sentido da vida, que\no mundo j\u00e1 n\u00e3o sabe qual \u00e9, que j\u00e1 n\u00e3o tem for\u00e7as para definir; vive\ncomo um m\u00edope, ou como um cego, no meio das trevas. N\u00f3s temos \na lanterna; n\u00f3s temos a l\u00e2mpada; n\u00f3s temos a Palavra \ndo Evangelho, que \u00e9 a luz do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Senhor disse aos seus disc\u00edpulos: <em>\u00abV\u00f3s sois a luz do mundo\u00bb<\/em>.\n Exatamente: se somos a luz do mundo, temos de ir ao encontro \ndestas pessoas perdidas, t\u00e3o ressentidas, t\u00e3o cru\u00e9is; que chegaram, inclusive, a\ndesviar-se completamente, sem princ\u00edpios, sem linhas de conduta boas e\nhumanas. Temos de ir ao seu encontro e dizer: \u00abOlha! Olha! Este \u00e9 o \ncaminho; este \u00e9 o caminho! Repito: por estas duas raz\u00f5es, uma \u00e9 a \ndificuldade e a outra a oportunidade de anunciar o Evangelho, eis que \na Igreja toma a palavra.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estamos, portanto, numa fase \napost\u00f3lica, mission\u00e1ria e did\u00e1tica, nunca t\u00e3o acentuada na vida da \nIgreja. Todos devemos estar empenhados. A edifica\u00e7\u00e3o do Corpo \nM\u00edstico de Cristo na terra, que \u00e9 a nossa Igreja presente, \u00e9 \num dever, como diz o Conc\u00edlio, n\u00e3o s\u00f3 dos padres, dos bispos, \netc., mas de todo o crente. Cada um deve ser testemunha, deve saber \ntransmitir, pelo menos com o seu exemplo e com o seu apoio, etc., a mensagem de \nque \u00e9 deposit\u00e1rio. N\u00e3o existe um crist\u00e3o mudo; n\u00e3o existe um crist\u00e3o \nest\u00e9ril; n\u00e3o existe um crist\u00e3o que viva para si mesmo. Deve viver para a \ncomunidade, para o Corpo M\u00edstico, que se chama<em> \u00aba Igreja\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta perspetiva, \u00e9 claro e \npromissor que se multipliquem os esfor\u00e7os para p\u00f4r em \npr\u00e1tica este imenso e urgente programa: evangelizar, catequizar. Existem \ntantas iniciativas paralelas e um pouco semelhantes \u00e0 vossa que agora \nestamos a ouvir. Desta forma, assistimos ao florescimento de obras e de meios \npara conferir ao an\u00fancio da mensagem evang\u00e9lica a sua melhor divulga\u00e7\u00e3o e \ninterpreta\u00e7\u00e3o, poder\u00edamos dizer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gostar\u00edamos de salientar que este \nfen\u00f3meno multifacetado na Santa Igreja n\u00e3o se refere apenas ao aspeto \nescol\u00e1stico e did\u00e1tico da sua atividade. N\u00e3o se trata apenas do ensino do mestre\n ao aluno. Trata-se, antes, do aspeto mais amplo, mais pedag\u00f3gico e \nmais vital, que se refere tamb\u00e9m ao estilo de vida, de tal forma que o \nensino da verdade religiosa \u00e9 paralelo ao ensino escol\u00e1stico;\n mais ainda: est\u00e1 ligada ao testemunho de vida, do qual o ensino \u00e9 \nnorma e princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"alignright size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"309\" height=\"400\" src=\"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-19772.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-963\" srcset=\"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-19772.jpg 309w, https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-19772-232x300.jpg 232w\" sizes=\"auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em\nsegundo lugar, salientamos que este dever, tanto para quem o cumpre \ncomo para quem dele beneficia, n\u00e3o se qualifica como <em>\u00abum fardo pesado e dif\u00edcil\u00bb<\/em>,\nembora, na realidade, o seja. Uma das grandes dificuldades com que \nos sacerdotes se deparam, qual \u00e9? Que as pessoas n\u00e3o v\u00eam e dizem: Que \nchato, ouvir o serm\u00e3o, ouvir a li\u00e7\u00e3o, aprender o \ncatecismo\u2026! Cansa-me; prefiro dar um passeio, ir ao cinema, divertir-me, etc. Em \ndefinitiva: esta Igreja que ensina \u00e9 t\u00e3o aborrecida\u2026 N\u00e3o \u00e9 \nverdade!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Digamos isto a n\u00f3s pr\u00f3prios e ao nosso \npovo. Quem compreendeu o segredo da Verdade, que as nossas \npalavras cont\u00eam, fica como fulminado por esta Luz, por esta Verdade, e\n transforma tanto o ap\u00f3stolo, o sacerdote ou quem quer que seja que a anuncie, como\n o disc\u00edpulo, que a ouve, e faz-lhe exclamar. Ah\u2026! N\u00e3o \nimaginava que fosse t\u00e3o maravilhoso! Ah, \u00e9 verdade; que fant\u00e1stico, \nolha s\u00f3! Abre-se, repito, um horizonte de luz e de beleza, que era quase \ninsuspeito. O cumprimento deste dif\u00edcil dever torna-se uma \nhonra, torna-se uma riqueza, torna-se uma voca\u00e7\u00e3o, que \nnos enobrece e nos entusiasma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\nGostaria de vos perguntar, se h\u00e1 \nmission\u00e1rios entre v\u00f3s: por que raz\u00e3o sois mission\u00e1rios? Porque sois \nexaltados pelo Esp\u00edrito do Evangelho. Que maravilha \u00e9 anunciar a \nVerdade, anunciar o segredo da Vida, os des\u00edgnios de Deus, as \nesperan\u00e7as que n\u00e3o morrem. Torna-se algo de tal beleza que n\u00e3o \nnos podemos subtrair a isso e sentimo-nos chamados a ser, tamb\u00e9m n\u00f3s, \nap\u00f3stolos e anunciadores desta Verdade.<br>\nAssim, o cumprimento deste dever de anunciar j\u00e1 n\u00e3o se torna enfadonho, \ntal como ouvir j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 cansativo; cont\u00eam em si mesmos a \ngratifica\u00e7\u00e3o do cansa\u00e7o que isso implica; tornam felizes as suas testemunhas, \nd\u00e3o-lhes seguran\u00e7a, tornam-nas j\u00e1 participantes das prim\u00edcias do Reino de \nDeus, que elas v\u00e3o anunciando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No nosso espa\u00e7o, aqui no centro da \nIgreja, recebemos muitas pessoas que v\u00eam de longe, das miss\u00f5es. \nRecebemo-los com enorme satisfa\u00e7\u00e3o e deixamo-los falar, para ouvir\no seu testemunho. Alguns enfrentam dificuldades enormes, que nem se consegue explicar \ncomo conseguem viver, subsistir, superar as doen\u00e7as, as inimizades,\nos perigos, etc. No entanto, digo-vos isto para que tamb\u00e9m\nv\u00f3s vos alegreis quando eles se definem a si pr\u00f3prios e falam de uma felicidade que \nnem sequer se pode comparar com as outras felicidades do mundo. E, se nos \natrevermos a perguntar-lhes: <em>\u00abMas o senhor ficaria aqui ou prefere voltar?\u00bb, \u00abVoltar, voltar\u00bb<\/em>, respondem eles. E voltam, no meio de enormes dificuldades, porque s\u00e3o prisioneiros da alegria do Evangelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diremos, portanto, ainda, que aqueles que,\ncom cora\u00e7\u00e3o simples e generoso, se colocam ao servi\u00e7o da \nevangeliza\u00e7\u00e3o, experimentam, certamente por um carisma secreto e infal\u00edvel \ndo Esp\u00edrito Santo, uma metamorfose psicol\u00f3gica e moral, que \u00e9\ncaracter\u00edstica. \u00c9 essa metamorfose, essa mudan\u00e7a que transforma as \ndificuldades em est\u00edmulos. Repito o que dizia antes sobre os mission\u00e1rios. \nPorque \u00e9 que voltam? Porque h\u00e1 tanto para fazer; h\u00e1 pessoas pobres que \nprecisam de ser consoladas; porque h\u00e1 perigo; <em>\u00abtenho de ser eu a curar os \nleprosos; tenho de ser eu a impedir que essas pessoas pobres sejam v\u00edtimas de \nmovimentos sociais ou venham a tornar-se escravas de situa\u00e7\u00f5es \ninsustent\u00e1veis\u00bb<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dificuldade, o obst\u00e1culo, \ntorna-se atraente; o que antes causava medo, provocava t\u00e9dio e\n irrita\u00e7\u00e3o, passa, pelo contr\u00e1rio, a ser a for\u00e7a que atrai, \nque entusiasma, que une e que faz do ap\u00f3stolo \u2014 usemos a grande palavra, \nembora no sentido lato \u2014 \u00abm\u00e1rtir\u00bb, ou seja, testemunha. Este fen\u00f3meno \u00e9 \nt\u00e3o impressionante que quem tem olhos para ver os \nfen\u00f3menos da Igreja \u2014 n\u00f3s temos essa responsabilidade e essa \nsorte \u2014 n\u00e3o pode deixar de dar gra\u00e7as a Deus, porque me foi permitido \ncontemplar esta vis\u00e3o: ver, precisamente, tantos que s\u00e3o: os \nentusiastas do Evangelho, do Evangelho que n\u00e3o cede, do Evangelho que\ncolide com todas as mentalidades, todos os v\u00edcios e todos os \nobst\u00e1culos deste mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Evangelho, repito, faz felizes aqueles\nque o pregam, transforma as dificuldades em est\u00edmulos, os perigos\n em atrativos e at\u00e9 mesmo as derrotas \u2014 ou seja, o facto de n\u00e3o se terem alcan\u00e7ado \nt\u00edtulos de m\u00e9rito, embora pare\u00e7a um paradoxo: \u00abfiz o que \npude\u00bb \u2014 e tamb\u00e9m de paz, que desce serenamente sobre estes cora\u00e7\u00f5es que nem\n sequer tiveram a satisfa\u00e7\u00e3o do sucesso dos seus esfor\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"499\" height=\"359\" src=\"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-19773.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-964\" srcset=\"https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-19773.jpg 499w, https:\/\/neocatechumenaleiter.org\/wp-content\/uploads\/1977\/01\/Camino_Neocatecumenal_S_Pablo_VI_Audiencia-general-12-1-19773-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora\n podemos tamb\u00e9m compreender o testemunho que nos d\u00e3o os nossos \nvisitantes de hoje. Este testemunho articula-se em torno do eixo da \nvida crist\u00e3, que \u00e9 o Batismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O catecumenato era o per\u00edodo de \nprepara\u00e7\u00e3o para o Batismo. O Batismo, agora, j\u00e1 n\u00e3o tem, pelo menos \nde forma difusa e did\u00e1tica, este desenvolvimento. Ent\u00e3o, dizem: \u00abBem,\n faremos isso depois do Batismo\u00bb. A gra\u00e7a \nsantificante n\u00e3o foi suficiente. Mais ainda: a gra\u00e7a santificante n\u00e3o fez mais do que \nacender um fogo, que deve depois tornar-se luz, que se propaga ao longo da \nvida. Santo Agostinho faz refer\u00eancia a isto: \u00abN\u00e3o podemos antecipar? \nFa\u00e7amos o catecumenato depois\u00bb, ou seja, a instru\u00e7\u00e3o, a \neduca\u00e7\u00e3o, a maturidade, toda a arte educativa da Igreja, depois do\n Batismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sacramento da regenera\u00e7\u00e3o \ncrist\u00e3, que deve voltar a ser o que era na consci\u00eancia e no \ncostume das primeiras gera\u00e7\u00f5es do cristianismo. A pr\u00e1xis, \na pr\u00e1tica, que \u00e9 norma da Igreja, introduziu o santo costume de\n administrar o Batismo aos rec\u00e9m-nascidos. Que instru\u00e7\u00e3o t\u00eam eles? Eis \nque \u00e9 necess\u00e1rio o padrinho que suplanta, diria eu, que fala em nome do \nbatizado. Mas o batizado n\u00e3o retira qualquer benef\u00edcio deste testemunho \nque o padrinho presta ao sacerdote, deixando que o rito batismal \nse concentrasse agora liturgicamente \u2014 na verdade, a liturgia ainda conserva\n vest\u00edgios desta inicia\u00e7\u00e3o preparat\u00f3ria \u2013 a prepara\u00e7\u00e3o que, nos \nprimeiros tempos, quando a sociedade era profundamente pag\u00e3, se assemelhava \nao Batismo e que se chamava <em>\u00abcatecumenato\u00bb<\/em>. Mais tarde, a \nIgreja condensou este per\u00edodo. Porqu\u00ea? Porque as fam\u00edlias eram todas\n cat\u00f3licas, eram todas boas, todas crist\u00e3s; a sociedade, no \nfundo, estava orientada para o cristianismo: iriam aprender ao longo do \nCaminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas agora que a sociedade j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 \nuniforme, homog\u00e9nea, mas sim pluralista, e mais ainda, est\u00e1 toda ela \ncheia de contradi\u00e7\u00f5es e de obst\u00e1culos ao pr\u00f3prio Evangelho, no\n contexto social atual, \u00e9 necess\u00e1rio que este m\u00e9todo seja complementado por \numa forma\u00e7\u00e3o, por uma inicia\u00e7\u00e3o posterior, como dizia, ao estilo de \nvida pr\u00f3prio do crist\u00e3o, que deve ser realizada ap\u00f3s o Batismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00e9 o segredo da vossa f\u00f3rmula. Ou seja: <em>proporciona\n um acompanhamento religioso, confere uma prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica para a \nfidelidade crist\u00e3 e realiza uma integra\u00e7\u00e3o efetiva na comunidade \ndos crentes, que \u00e9 a Igreja, depois de a pessoa j\u00e1 ter entrado, \nefetiva e sobrenaturalmente, na Igreja; foi como uma semente \nque ainda n\u00e3o teve a oportunidade de se desenvolver.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n Eis, pois, o renascimento da palavra <em>\u00abcatecumenato\u00bb,<\/em>\n que, certamente, n\u00e3o pretende invalidar nem diminuir a import\u00e2ncia da \ndisciplina batismal vigente, mas sim aplic\u00e1-la atrav\u00e9s de um \nm\u00e9todo de evangeliza\u00e7\u00e3o gradual e intensivo, que recorda e renova, de\n certo modo, o catecumenato de outrora. Quem foi batizado\nprecisa de compreender, repensar, apreciar e dizer \u00abam\u00e9m\u00bb \u00e0 \nriqueza inestim\u00e1vel do sacramento recebido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E sentimos a alegria de ver que \nesta necessidade \u00e9 hoje compreendida pelas estruturas eclesi\u00e1sticas \ninstitucionais, especialmente pelas par\u00f3quias e dioceses, e depois \npor todas as outras, incluindo as fam\u00edlias religiosas. Neste \u00e2mbito estrutural, \ncomo j\u00e1 referi, as par\u00f3quias s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Projeta-se assim uma catequese posterior \u00e0quela que o Batismo n\u00e3o teve: <em>\u00abA pastoral dos adultos\u00bb<\/em>,\nque, como se diz hoje, vem delineando e criando novos m\u00e9todos e novos \nprogramas. Al\u00e9m disso, novos minist\u00e9rios \u2013 quanta necessidade h\u00e1 de quem \npreste assist\u00eancia!: eis os catequistas; eis as pr\u00f3prias religiosas; eis\n as fam\u00edlias, que se tornam, tamb\u00e9m elas, mestras desta \nevangeliza\u00e7\u00e3o posterior ao Batismo\u2013. <em>\u00abA pastoral dos adultos\u00bb<\/em>,\ncomo hoje se diz, tem vindo a delinear e a criar novos m\u00e9todos, novos \nprogramas e, al\u00e9m disso, novos minist\u00e9rios subsidi\u00e1rios, que sustentam o \nexigente apoio hoje prestado ao sacerdote e ao di\u00e1cono no ensino e na \nparticipa\u00e7\u00e3o na liturgia; novas formas de caridade, de cultura e de \nsolidariedade social fazem crescer a vitalidade das comunidades \ncrist\u00e3s e enfrentam o mundo, a defesa, a apologia e a \natra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tantas pessoas sentem-se atra\u00eddas por estas \ncomunidades neocatecumenais, porque veem que nelas h\u00e1 uma necessidade, \numa verdade, h\u00e1 algo vivo e aut\u00eantico: \u00e9 Cristo, que vive no mundo. \nQue isto aconte\u00e7a com a nossa b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Audi\u00eancia geral de 12 de janeiro de 1977 S. 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