Com a autorização da Arquidiocese de Toledo, pode ler a publicação original a partir da seguinte ligação:

A Catedral Primaz de Toledo acolheu, neste domingo, 22 de fevereiro, a apresentação da Obra Sinfónica de Kiko Argüello, no âmbito das comemorações do VIII Centenário da colocação da primeira pedra da atual catedral gótica.
O concerto, anunciado como um dos eventos culturais mais destacados deste ano histórico para a Igreja de Toledo, teve uma afluência massiva do público, contando com a participação de mais de 1 500 pessoas e destacando-se a presença de todas as comunidades neocatecumenais da Arquidiocese de Toledo: mais de 500 membros das paróquias de Ocaña, Santa Cruz de Retamar, Illescas, Talavera de la Reina, Villanueva de Alcardete, Menasalbas e das da cidade de Toledo, distribuídos pelas paróquias de Santiago el Mayor e Santa Teresa. O concerto também pôde ser acompanhado através da Rádio-Televisão Diocesana.
A equipa internacional do Caminho Neocatecumenal, composta por Kiko Argüello, Ascensión Romero e o padre Mario Pezzi, foi recebida com uma ovação entusiástica, ao entrar na Catedral de Toledo, onde pôde apreciar as pinturas de El Greco, localizadas na sacristia da catedral, cuja explicação ficou a cargo da delegada diocesana de Fé e Cultura, Pilar Gordillo.
A reportagem fotográfica, cortesia de Daniel Mayoral, pode ser visualizada neste link.
Menção especial aos mártires de Toledo do século XX
O evento teve início com as palavras de boas-vindas do decano da Catedral, D. Juan Pedro Sánchez Gamero. Em seguida, o arcebispo de Toledo, Mons. Francisco Cerro Chaves, proferiu uma oração que ajudou os presentes a prepararem os seus ouvidos, não só para apreciar a beleza da música, mas também para penetrar no íntimo do coração. O próprio Argüello apresentou o concerto, explicando o sentido profundamente catequético e espiritual de cada um dos movimentos das sinfonias.
A Obra Sinfónica, composta por «O Sofrimento dos Inocentes» e «O Messias», propõe uma profunda meditação musical sobre o mistério da Paixão de Cristo e a esperança da Ressurreição. A primeira reflete sobre a dor de Cristo e o sofrimento da Virgem Maria; a segunda, um poema sinfónico para piano, coro e orquestra dividido em três andamentos — «Aquedah», «Filhas de Jerusalém» e «O Messias, Leão para vencer» —, é dedicada aos mártires cristãos. Argüello fez uma menção especial aos mártires da perseguição religiosa da década de 1930 em Toledo, nomeadamente quase metade do clero, e à importância da sua atitude de perdão ao morrer, que produziu grandes frutos de santidade.
A direção musical ficou a cargo do maestro Tomáš Hanus, de reconhecido prestígio internacional, presença habitual em teatros como a Bayerische Staatsoper, a Ópera de Paris, o Teatro Real de Madrid ou a Scala de Milão, cuja intervenção magistral suscitou ondas de ovações entre os presentes. O pianista Claudio Carbó e o maestro de coro Abraham Sánchez completaram o elenco artístico.
A interpretação ficou a cargo da Orquestra Sinfónica e do Coro do Caminho Neocatecumenal, composto por cerca de 180 músicos de diversas nacionalidades que ofereceram gratuitamente o seu talento ao serviço da evangelização através da música. A interpretação destacou-se pela sua qualidade artística e força expressiva, conduzindo o público a um clima de recolhimento e contemplação, ao mesmo tempo que foi aumentando a intensidade até momentos de clímax e apoteose musical.
