
Agradecemos a Deus pelo seu precioso ministério na Igreja
Esta madrugada (15 de março de 2024), o Senhor chamou o cardeal Paul Josef Cordes para a recompensa da vida eterna. Toda a Igreja, e o Caminho Neocatecumenal em particular, está-lhe particularmente grata pelo trabalho que realizou durante tantos anos da sua vida, acompanhando, com os seus sábios conselhos, o nascimento e o crescimento — com a sua gradual integração na Igreja — de tantas associações e realidades eclesiais que, após o Concílio, foram florescendo, no exercício do seu ministério como vice-presidente do Pontifício Conselho para os Leigos (1980-1995).
Já em 1986 (a 21 de outubro, com a carta do Secretário de Estado, cardeal Casaroli), por vontade do Papa João Paulo II, que desejava promover uma melhor integração das comunidades neocatecumenais na Igreja e a necessária definição da sua identidade jurídico-eclesial, foi-lhe confiada essa tarefa. Em 1990, São João Paulo II escreveu-lhe a carta «Ogniqualvolta», na qualidade de responsável «ad personam» pelo Apostolado das Comunidades Neocatecumenais, na qual se reconhecia o Caminho «como um itinerário de formação católica, válido para a sociedade e para os tempos de hoje», e na qual o Papa expressava o desejo de que esta obra para a nova evangelização fosse valorizada e apoiada pelos Pastores.
Monsenhor Cordes sempre demonstrou uma atenção e um carinho especiais pelos iniciadores do Caminho, Kiko Argüello e Carmen Hernández, e tem-nos apoiado e encorajado no seu percurso de crescimento, em todos os momentos da sua história, assistindo e acompanhando os diferentes passos que levaram o Caminho Neocatecumenal a ser aprovado «como uma modalidade diocesana de iniciação cristã e de educação permanente na fé» (Estatutos, Art. 1.º, 2.º) e a que todos os textos da catequese fossem reconhecidos pela Congregação para a Doutrina da Fé como «Diretório de Catequese».
Ao longo de todos estes longos anos de história, ao longo de todo este Caminho, o Cardeal Cordes não só esteve sempre próximo, como também foi um amigo e um apoio valioso para os Iniciadores e para todas as comunidades neocatecumenais, que tanto lhe devem pelo seu trabalho, assim como muitos Pastores a quem ele encorajou a ajudar e a potenciar esta obra para o bem da Igreja.
Em particular, recordamos a publicação do seu livro: «Participação ativa na Eucaristia. A “actuosa participatio” em pequenas comunidades», em defesa da Eucaristia celebrada em pequenas comunidades, que tanto Kiko como Carmen defenderam.
É com prazer que recordamos aqui o que o próprio Papa Bento XVI lhe escreveu numa carta por ocasião do seu 75.º aniversário:
«Com coragem e criatividade, no início da tua atividade em Roma, abriste novos caminhos para conduzir os jovens a Cristo… Também contribuíste para a génese e o crescimento das Jornadas Mundiais da Juventude. Particularmente característico do teu impulso pastoral está e continua a estar o teu compromisso com os «movimentos»: o Movimento Carismático, Comunhão e Libertação e o Caminho Neocatecumenal têm muitos motivos para te estarem gratos. Embora os organizadores e planeadores da Igreja, no início, tivessem muitas reservas em relação aos movimentos, sentiste imediatamente a vida que ali estava a surgir: a força do Espírito Santo que abre novos caminhos e, de forma imprevisível, mantém sempre jovem a Igreja. Reconheceste o caráter pentecostal destes movimentos e empenhaste-te apaixonadamente para que fossem acolhidos pelos pastores da Igreja».
Confiamos às orações de todos os irmãos esta recordação agradecida do cardeal Cordes, para que peçam ao Senhor que acolha no seu Reino este «servo bom e fiel» (Mt 25, 21).