Kiko Argüello

Kiko Argüello

Francisco José Gómez Argüello Wirtz nasceu em León (Espanha) em 9 de janeiro de 1939, filho de José Gómez de Argüello Díaz-Canseco e Pilar Wirtz Suárez-Guisasola, o primeiro de quatro irmãos. Aos dois anos de idade, seus pais se mudam para Madri. Estuda Belas Artes na Academia de San Fernando de Madri, obtendo o título de professor de desenho. Participa de numerosas exposições e concursos de pintura na Espanha. Em 1959 recebe o Prêmio Nacional Extraordinário de Pintura Juvenil, com a pintura: “A espera”.

No final dos anos 50, vive uma crise existencial que o leva a um encontro profundo com Jesus Cristo, e o conduz a dedicar a sua vida e a sua arte a Cristo e à Igreja, mudando também os conteúdos da sua arte. Em 8 de dezembro de 1959, no início da tarde, enquanto se encontra na casa de seus pais, sente o impulso de retirar-se para o seu quarto para rezar um momento; ali percebe a presença da Virgem Maria, com o menino nos braços, que lhe confia uma mensagem: “Há que fazer comunidades cristãs como a Sagrada Família de Nazaré, que vivam em humildade, simplicidade e louvor. O outro é Cristo”. A mensagem o surpreende e se tornará o eixo de toda a sua vida.

Em 1960, na véspera do Concílio Ecumênico Vaticano II, que marcará profundamente a sua vida de cristão e de artista, realiza junto com o Pe. José Manuel de Aguilar uma viagem pela Europa, para estudar a arte sacra e encontrar pontos de contato entre a arte católica e a protestante com vistas à convocação do Concílio. Com o escultor José Luis Alonso Coomonte e o mestre vitralista Carlos Muñoz de Pablos, constitui um grupo de pesquisa e desenvolvimento da arte sacra, ‘Gremio 62’, e realiza uma série de exposições em Madri, Royan (França) e Haia (Países Baixos). A sua vida nesses anos já está marcada pelo apostolado como palestrante de Cursilhos de Cristandade.

Ao escutar um discurso do Papa São João XXIII que falava da Igreja dos pobres, teve a intuição de que a renovação da Igreja viria dos pobres, e assim, em 1964, abandonou a sua carreira de pintor. Seguindo as pegadas de São Charles de Foucauld: viver a vida oculta de Jesus em Nazaré, decide ir morar entre os mais pobres, em um barraco de Palomeras Altas, na periferia de Madri. Ao redor dele reúne-se um grupo de ciganos, quinquis, pobres… eles constituirão o núcleo da primeira comunidade neocatecumenal.

Em Palomeras, conhece Carmen Hernández Barrera, que acabava de regressar de Israel e que, através do liturgista espanhol Pe. Pedro Farnés Scherer, estava em contato com toda a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. Carmen fica profundamente impressionada com a comunidade de pobres que encontra em Palomeras e decide permanecer ali, vivendo entre eles, numa barraca próxima.

A pedido dos próprios pobres com quem viviam, Kiko e Carmen começam a anunciar o Evangelho de Jesus Cristo e, pouco a pouco, com o passar do tempo, o Senhor os conduz a elaborar uma síntese teológico-catequética, baseada na Palavra de Deus, na Liturgia e na Comunidade, que permite às pessoas viverem em comunhão fraterna e lhes dá uma fé adulta.

Este novo itinerário de iniciação cristã despertou o interesse do Arcebispo de Madri, Dom Casimiro Morcillo. Dom Morcillo tomou conhecimento de que, em 28 de agosto de 1965, uma ordem governamental determinou que a Guarda Civil procedesse à demolição das barracas de Palomeras Altas. Kiko pediu ajuda ao arcebispo que, deslocando-se pessoalmente até Palomeras, impediu a demolição, viu o que Kiko e Carmen estavam realizando entre os pobres e os incentivou a levar essa experiência de evangelização a outras paróquias de Madri. Assim, ela começou também em Zamora e em Ávila (1965-1967).

Em Ávila, conhece o Servo de Deus Dom Dino Torreggiani, fundador dos Servos da Igreja, que os convida a ir para Roma. Em 1968, deslocam-se para Roma com uma carta do Arcebispo de Madri, Dom Casimiro Morcillo, dirigida ao vigário do Papa, Cardeal Angelo Dell’Acqua. É aí que começa a sua missão nas barracas do Borghetto Latino. Entre setembro e novembro, Kiko e Carmen, acompanhados pelo presbítero Dom Francesco Cuppini — depois de terem recebido a autorização do Cardeal Vigário —, realizam catequeses e nasce a primeira comunidade neocatecumenal na Paróquia dos Santos Mártires Canadenses de Roma.

Toda essa paixão pela evangelização que Kiko e Carmen levam adiante, sempre acompanhados por um presbítero — o padre Francesco Cuppini até 1971; depois, o Pe. Jesús Blázquez, presbítero espanhol; e o Pe. Mario Pezzi, desde 1971 para as catequeses na Itália e, de modo estável, desde 1982 — vai reunindo ao seu redor presbíteros, casais e solteiros que se sentem chamados como itinerantes e se oferecem para ir a qualquer parte do mundo levar essa mesma modalidade de iniciação cristã, onde haja pedidos de catequese.

Começam uma intensa atividade catequética, com o desejo de levar às paróquias a renovação do Concílio Vaticano II, que se estrutura, pouco a pouco, como um itinerário de iniciação cristã pós-batismal. Após a escuta de um anúncio e das catequeses, nasce a comunidade neocatecumenal, que se põe “a caminho” para redescobrir, por etapas, o sacramento do Batismo. Pequenas comunidades, como a Sagrada Família de Nazaré, que desejam viver na humildade, na simplicidade e em espírito de louvor, onde o outro é Cristo. As comunidades não nascem da vontade de pessoas que se associam, mas daqueles que, ao término de dois meses de catequeses querigmáticas, se sentem chamados a um caminho de crescimento gradual e progressivo do germe do seu Batismo: uma mudança existencial de vida, uma gestação para a vida divina em nós. Assim, como na Igreja primitiva, os cristãos tornam visível, numa comunidade, a obra de salvação que Deus está realizando neles através de um caminho de gestação da fé. Uma comunidade, Corpo de Cristo Ressuscitado, que vai tornando presente o amor e a unidade: os sinais que podem atrair os pagãos à fé. Trata-se de uma modalidade de realização do Concílio Vaticano II e daquilo que o Concílio desejava ao apresentar a Igreja como luz, sal e fermento. Uma modalidade que ajuda profeticamente a paróquia a passar de uma pastoral baseada nos sacramentos para uma pastoral de evangelização. Numa sociedade secularizada, as comunidades neocatecumenais vivem na Igreja, Povo de Deus, como sacramento de salvação, como luz no meio das nações.

O temperamento artístico de Kiko, sua experiência existencial e sua formação como catequista nos Cursilhos de Cristandade, juntamente com a preparação teológica de Carmen, sua paixão pela evangelização e seu conhecimento do movimento de renovação do Concílio Vaticano II, serão as bases do Caminho Neocatecumenal.

Esta obra recebe sua primeira bênção oficial durante a audiência de 8 de maio de 1974, com as palavras do Papa São Paulo VI: “Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa presença e com a vossa atividade!”, e receberá também uma confirmação muito valiosa durante a audiência de 12 de janeiro de 1977, com o discurso do Papa inteiramente dedicado ao Caminho Neocatecumenal.
Ao final da audiência, o Papa recebe Kiko e Carmen em audiência privada; a Kiko diz: “Sê humilde e fiel à Igreja, e a Igreja te será fiel.” E a Carmen, ajoelhada diante dele, impõe a mão sobre a sua cabeça.

Kiko e Carmen, muito atentos e fiéis ao Magistério da Igreja, depois do discurso de São João Paulo II no VI Simpósio do Conselho das Conferências da Europa (11 de outubro de 1985), que chamava a Igreja a uma “Nova Evangelização”, sentem-se impulsionados, por um lado, a iniciar, em 1986, uma nova modalidade de evangelização, convocando as famílias com seus filhos e, por outro, a abrir Seminários que fossem diocesanos, missionários e internacionais, os quais receberão o nome de Redemptoris Mater.
Em 14 de fevereiro de 1988, com o apoio do Santo Padre, o Cardeal Vigário Ugo Poletti erige em Roma o primeiro Seminário Diocesano Missionário Redemptoris Mater.

No ano de 2026 existem 116 seminários diocesanos missionários nos cinco continentes, com mais de 3.000 presbíteros já ordenados. Foram incessantes as suas viagens missionárias: encontros com as numerosas comunidades surgidas em tantas nações, encontros multitudinários com jovens, tanto para suscitar vocações à vida sacerdotal e religiosa como para envolver e chamar as próprias famílias, com seus filhos, a se oferecerem para a evangelização do mundo de hoje.

O Caminho recebeu um dom especial em 30 de agosto de 1990 com a Carta Ogniqualvolta, dirigida a Dom Paul Josef Cordes, encarregado ad personam para as Comunidades Neocatecumenais.
Com esta Carta, o Papa São João Paulo II reconhece o “Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válido para a sociedade e para os tempos atuais”.

Dois passos formais e decisivos serão dados em 2002, com o Decreto de Aprovação ad experimentum do Estatuto do Caminho Neocatecumenal, por parte do Pontifício Conselho para os Leigos, por encargo do Papa João Paulo II, e em 2008 (11 de maio, Solenidade de Pentecostes), com a aprovação definitiva do Caminho, confirmada pelo Papa Bento XVI, como uma “modalidade de realização diocesana da Iniciação Cristã” (Estatutos, art. 1, § 2).
A isso seguirá, em 26 de dezembro de 2010, a aprovação oficial do Diretório do Caminho Neocatecumenal, isto é, dos textos das catequeses de Kiko e Carmen que acompanham o itinerário neocatecumenal.
Em seguida, em 8 de janeiro de 2012, será realizada a aprovação das Celebrações do Diretório Catequético e, finalmente, em 2014, a confirmação do Papa Francisco, através da Secretaria de Estado, da práxis litúrgica e dos Estatutos do Caminho Neocatecumenal.

Kiko participou como auditor em vários Sínodos a convite do Santo Padre:
  1. Em 1983, no Sínodo sobre A penitência e a reconciliação na missão da Igreja;
  2. No Sínodo de 1987, sobre A vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo;
  3. Em 1999, na II Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Europa;
  4. Em 2005, na XI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre a Eucaristia;
  5. Em 2008, na XII Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre A Palavra de Deus;
  6. No Sínodo de 2012, sobre A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.

Além disso, em 1990, o Papa São João Paulo II o nomeou consultor do Pontifício Conselho para os Leigos, por um período de 5 anos; a nomeação foi renovada em 1996 e 2001; em 2008 foi confirmada pelo Papa Bento XVI; e em 2014 pelo Papa Francisco. Ou seja, de 1990 a 2019 fez parte do Dicastério para os Leigos.

Em 2011, o Papa Bento XVI o nomeou consultor do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, por um período de 5 anos.

As intervenções de Kiko, por ocasião da entrega dos Doutorados e de suas intervenções nos Sínodos, constituíram uma ocasião para expor toda a riqueza teológica, além da espiritual, da obra que o Senhor quis suscitar: a missão da família na Igreja, o anúncio do querigma na nova evangelização, uma nova estética na Igreja, a promoção de relações de amizade com o povo judeu à luz de Nostra Aetate; e também: a missão sacerdotal dos fiéis cristãos, a centralidade da Eucaristia e da Palavra de Deus na Iniciação e na formação cristã, a urgência da transmissão da fé aos filhos, a necessidade de redescobrir o verdadeiro rosto da Paróquia e, nela, a atenção que toda a Igreja é chamada a dar às Novas Realidades Eclesiais, o Caminho Neocatecumenal, um caminho de Iniciação Cristã na e para as paróquias…

Ao chamado à nova evangelização feito a toda a Igreja por São João Paulo II em 1985 — como recordávamos anteriormente — Kiko e Carmen respondem fazendo um chamado às famílias com seus filhos: assim nasceram as missio ad gentes, núcleos familiares (pais e filhos) que vão viver em regiões que necessitam de uma presença e de um testemunho cristão, chamados pelos próprios bispos que lhes confiam essa missão, acompanhados por um presbítero, uma verdadeira missio.
Hoje estão presentes em 64 nações, onde foram constituídas 220 missio ad gentes.
Kiko e Carmen responderam também ao chamado feito pelo Papa Francisco para dar atenção às periferias, especialmente às das grandes cidades, convidando as comunidades que concluíram o itinerário neocatecumenal a se oferecerem para a missão como comunidade, a saírem da própria paróquia e a irem para outra, ali onde o bispo ou o pároco pedem uma presença cristã.
Assim, várias Communitates in missionem foram enviadas para as periferias de Roma, de Madri e de tantas outras cidades.

Recriar hoje um caminho de iniciação cristã que, por um lado, recolha toda a riqueza do antigo catecumenato e, por outro, se enraíze na sociedade e na Igreja atuais, atento a toda a renovação desejada pelo Concílio, requer uma graça e capacidades verdadeiramente geniais, das quais o Senhor fez dom a Kiko e Carmen. Juntamente com a síntese teológico-catequética, esse dom inclui também a atenção aos espaços e aos elementos litúrgicos, à pintura, à música…

Diante de tudo, o Senhor sugere a Kiko repensar o espaço celebrativo adequado para a comunidade: uma nova estética que, a partir da comunidade, vai se estendendo a toda a paróquia, a um novo modelo de paróquia. Recupera-se assim a assembleia litúrgica. Estudando os batistérios da Igreja primitiva, ele constrói, no centro do espaço litúrgico, a piscina batismal que permite o batismo por imersão — como sinal mais próprio daquilo que este sacramento celebra, segundo as indicações do Concílio —, coloca a mesa em uma posição mais central e, nas paredes que a rodeiam, cria e pinta uma “coroa mistérica”; são pinturas que tornam presentes os grandes mistérios da história da salvação, segundo o cânon da Igreja Ortodoxa, pinturas às quais Kiko aplica também o seu conhecimento da arte moderna. Para toda esta obra, conta também com a colaboração de vários arquitetos e pintores, com os quais criou uma verdadeira escola.

Juntamente com os espaços litúrgicos, necessários para que as comunidades possam empreender este caminho gradual de formação e participar plenamente da Liturgia, Kiko põe música em muitos salmos e outros textos da Sagrada Escritura, em hinos da Igreja primitiva, em poemas de autores espirituais e até mesmo em alguns de seus próprios escritos.

Há ainda outra nota importante que merece destaque e que mostra todo o alcance da escuta criativa que Kiko e Carmen deram ao Magistério dos Papas. Em seu discurso à Cúria Romana, em 21 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI lança a ideia de um “Átrio dos Gentios” para criar um espaço de diálogo aberto a todos, crentes e não crentes, diante dos desafios contemporâneos.
Kiko responde a esse chamado fundando a Orquestra Sinfônica do Caminho Neocatecumenal e compondo, no ano de 2010, uma sinfonia: “O sofrimento dos inocentes”, uma composição musical que, de modo celebrativo e catequético, apresenta o sofrimento dos inocentes, e que foi interpretada nos principais teatros, salas de concerto, praças e catedrais do mundo: Jerusalém, Roma, Madri, Nova York, Chicago, Budapeste, Tóquio, Berlim, Lublin, Auschwitz…
Em 2023, compôs uma segunda sinfonia, em três partes, intitulada “O Messias”. As duas sinfonias foram interpretadas no domingo 1º de junho de 2025, no Auditório “Parco della Musica Ennio Morricone”, em Roma, na Sala Santa Cecília, por ocasião do Jubileu das Famílias. A obra também foi apresentada na mesquita-catedral de Córdoba, em Oviedo e na catedral de Toledo.

Tudo isso foi suscitado pelo Espírito Santo para responder à urgência da evangelização do mundo moderno, segundo as indicações dos Papas e do Concílio.

Agora podemos dedicar um pouco de atenção, com mais detalhe, a toda essa obra suscitada pelo Espírito Santo.

Arquitetura e pintura

Seguindo o Concílio, Kiko Argüello, junto com Carmen Hernández, oferece uma renovação completa: desde a arquitetura até a iconografia, os espaços celebrativos de encontro entre as pessoas, que ele chamou de Catecumenium, com todos os seus sinais, tal como já vai se configurando no Caminho, isto é: a Presidência, o Ambão, a Mesa ao Centro, a Pia Batismal…

Esta obra artística de Kiko pode ser encontrada em várias paróquias:

–  La Paloma (Madri)

–  San Bartolomé in Tuto (Florença)

–  Santa Catalina Labouré (Madri)

–  Sagrada Família (Oulu – Finlândia)

–  Catedral de Nossa Senhora da Arábia (Bahrein)

Em outras igrejas/paróquias, ele pinta ciclos pictóricos, com “Coroas mistéricas” e “Retábulos”, destinados a exaltar as festas litúrgicas, segundo a tradição oriental.

–  Catedral de Madri (ábside e capela de Nossa Senhora do Caminho)

–  Afresco da Paróquia de São Tiago (Ávila)

–  Em Roma: Cripta e sala da Paróquia dos Santos Mártires Canadenses, Santa Francisca Cabrini, São Luís Gonzaga, Natividade

–  Sala litúrgica na Paróquia de San Frontis (Zamora)

–  Em Madri: Igreja e sala de Nossa Senhora do Trânsito, São José, São Sebastião, La Paloma, São Roque

–  Sala da Paróquia da Bonne Nouvelle (Paris)

Juntamente com a escola pictórica, criada por ele, realiza vários ciclos de pintura:

–  Paróquia Santíssima Trindade (Placência)

–  Paróquia de São João Batista (Perugia)

–  Paróquia Santíssima Trindade (San Pedro del Pinatar, Múrcia)

–  Paróquia São Maximiliano M. Kolbe (Roma)

–  Igreja de São Francisco Xavier (Xangai) – China)

–  Paróquia El Pilar (Valdemoro – Madri)

– Paróquia Virgem da Saúde no Poetto (Cagliari)

–  Igrejas de Troina, Mestre, Verona, etc.

–  Igreja e Mosteiro Carmelita São José (Mazarrón – Múrcia)

Centros Neocatecumenais

Além das igrejas e das salas litúrgicas das paróquias, cria centros neocatecumenais e casas para convivências: lugares de encontro entre os catequistas do Caminho, os irmãos e as dioceses:

Centro Neocatecumenal de Madri e de Roma

Centro Neocatecumenal Servo de Iahweh (Porto San Giorgio), lugar de encontro e de envio dos missionários itinerantes às nações. Em 1988, São João Paulo II celebrou a Eucaristia e enviou as primeiras famílias em missão. Neste centro, foi criado o primeiro Santuário da Palavra, lugar para o estudo e para perscrutar as Escrituras, decorado com um vitral original.

Centro Internacional “Domus Galilaeae”, no Monte das Bem-aventuranças, na Terra Santa. Este Centro acolhe a intuição de Carmen Hernández de erigir um centro de formação para presbíteros e catequistas na Terra Santa. São João Paulo II — que visitou e abençoou as obras desta casa no ano 2000 — desejava que esta casa pudesse “favorecer uma profunda formação religiosa e um diálogo frutuoso entre o judaísmo e a Igreja Católica”. Prova disso são as milhares de visitas tanto de judeus como de palestinos, que ficam impressionados com a beleza e a acolhida da Casa, bem como as convivências internacionais de bispos e também de rabinos.

Casas de convivências e Centros neocatecumenales en diferentes países de América, África, Europa.

Seminarios Redemptoris Mater

O Senhor inspira Kiko e Carmen sobre a necessidade de ajudar a Igreja nesta renovação, erigindo, junto com São João Paulo II, o primeiro Seminário Diocesano Missionário Redemptoris Mater em Roma. A este seguirão muitos outros Seminários Redemptoris Mater — atualmente 116 — abertos pelos Bispos dessas dioceses. Kiko projetou o modelo arquitetônico de muitos desses seminários:

Seminário Redemptoris Mater de Macerata (Itália)

Seminário Redemptoris Mater de Medellín (Colômbia)

Seminário Redemptoris Mater de Brasília (Brasil)

Seminário Redemptoris Mater de Varsóvia (Polônia)

Seminário Redemptoris Mater de Managua (Nicarágua)

Seminário Redemptoris Mater de Galileia. Preside este lugar, de modo significativo, o grupo escultórico de Cristo com os apóstolos.

Seminário Redemptoris Mater de Denver (EE.UU.)

Seminário Redemptoris Mater de Avinhão (França)

Seminário Redemptoris Mater de Costa Rica

Igreja dos Seminários Redemptoris Mater de Roma e Madri

Outras disciplinas artísticas

Além dessas obras de arquitetura, pintura e escultura, Kiko dedica-se a outras disciplinas artísticas: vitrais, tapeçarias litúrgicas e objetos de ourivesaria, como cruzes, cálices, capas de Bíblias, Evangeliários, etc., sempre na perspectiva de servir à comunidade cristã em seu caminho de fé.

–  Vitrais na Catedral de Madri (Espanha)

–  Vitrais no Centro Internacional Porto S. Giorgio (Itália)

–  Vitrais dos Seminários de Roma, Madri

–  Vitrais na Domus Galilaeae (Israel).

Queremos destacar também duas publicações:

O Kerigma, nas favelas com os pobres’, Vozes, 2013: com a apresentação do Card. Antonio Cañizares, prefeito da Congregação do Culto Divino, e do Card. Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena: onde se narra a experiência de Kiko entre os pobres e o anúncio do kerigma. Publicado em espanhol, italiano, português, francês, inglês, alemão, japonês, húngaro, polaco, russo, árabe, coreano e chinês.

– “Anotações – 1988-2014”, com apresentação do Card. Ricardo Blázquez, Presidente da Conferência Episcopal Espanhola – Cantagalli, 2016: uma recompilação de poemas orações pessoais do próprio Kiko. Publicado em: espanhol, italiano, português, francês, inglês, croata, alemão, neerlandês, russo e polaco.

Reconhecimentos públicos recebidos por Kiko:

Prêmio do Ministério do Turismo de Israel por seu constante compromisso em levar os cristãos de todo o mundo à Terra Santa (Jerusalém 2005).

O doutorado “honoris causa”, conferido pelo Pontifício Instituto João Paulo II, pela “plena valorização da família como sujeito eclesial e social, em plena consonância com a doutrina de João Paulo II, pela acolhida sem reservas da Encíclica profética de Paulo VI Humanae Vitae por parte das famílias do Caminho e por abrir na família uma liturgia doméstica para transmitir a fé às novas gerações (Roma 2009).

– O Doutorado honoris causa em teologia por parte da Universidade Católica de Lublin (Polônia) por ter “iniciado uma formação espiritual pós-batismal que, através de uma iniciação cristã, leva a todo o mundo uma ação evangelizadora” (Lublin 2013).

– O Doutorado honoris causa em teologia, que lhe foi conferido — junto com Carme n— pela Catholic University of America [Universidade Católica da América], “por ter se distinguido em sua dedicação aos pobres, que levou tantas pessoas à comunhão com Cristo e à fé católica” (Washington DC, 2015).

– O doutorado Honoris Causa, outorgado a Kiko Argüello, junto ao rabino David Rosen, pela Universidade Francisco de Vitoria de Madri, por sua contribuição ao diálogo judaico-cristão (2021);

– A Medalha “Per Artem ad Deum”, concedida pela Associação Sacraexpo (Polônia), com o patrocínio do Dicastério para a Cultura e a Educação (2024), por sua contribuição espiritual dada através de sua arte.

– A Cidadania Honorária do Município de Porto San Giorgio (Fermo, Itália) por ter dado à Cidade uma visibilidade internacional com o Centro Internacional Servo de Iahweh.

– Prêmio jornalístico “Religión en libertad” 2025: Prêmio Especial do Ano 2025 conferido a Kiko Argüello pelo seu grande compromisso com a evangelização.

Mesmo levando em conta a genialidade da obra artística de Kiko em beneficio da Igreja, ele próprio afirmou, em sua breve intervenção por ocasião da Medalha Per artem ad Deum, que o mais importante de toda a minha obra artística foi ter aberto um Caminho de Iniciação Cristã em toda a Igreja, que está ajudando tantas famílias e tantos jovens. Isso, sim, é uma obra de arte!”.